Frota aérea brasileira aperfeiçoa novas soluções de rastreamento e comunicação

A cada dia é gerado uma série de novas necessidades no mundo da aviação, incluindo o desenvolvimento de soluções para aumentar a segurança e o controle dos voos.

O Data-Link, sistema de rastreamento aéreo que oferece geração de relatórios de movimento (pouso e decolagem), sistema de notificações climáticas do aeroporto de destino, envio e recebimento de e-mails direto
da aeronave, relatório de informações climáticas durante o voo, uploads de plano de voo para FMC/FMS e sistema de controle de consumo, como, por exemplo, o consumo de tempo em terminais aéreos ou de megabytes na aeronave.

Além do rastreamento, surgem outras funcionalidades e produtos, como o Inmarsat SwiftBroadband (SBB), que garantem internet de banda larga em todas as áreas da aviação, bem como o fornecimento de alta qualidade em comunicações de voz.

Com esta tecnologia, passageiros de aeronaves usufruem, em pleno voo, de acesso a serviços de comunicação como: telefonia, mensagens de texto, e-mail, realização de videoconferências e acesso à internet. Além disso, pilotos podem acessar planos de voo, atualizar gráficos e consultar online a previsão do tempo.

Campanha da ANAC junto ao Ministério dos Transportes contra táxi-aéreo clandestino

A ANAC e o Ministério dos Transportes fazem publicações na página do Facebook para combater a prática de táxi-aéreo clandestino no Brasil. Com o slogan “Voe seguro, não use táxi-aéreo clandestino”, o objetivo é salientar para ninguém correr o risco de contratar um táxi-aéreo ilegal, alertando que o não cumprimento de uma série de requisitos pelo operador responsável pelo transporte, coloca em risco a segurança total dos passageiros e da tripulação.

A ANAC possui uma página eletrônica no site repleto de informações exclusivamente direcionadas ao passageiro que contrata esse tipo de serviço. Nela é possível consultar as empresas autorizadas pela ANAC para a prestação de serviços de táxi-aéreo e também a situação da aeronave utilizada enquadradas na categoria TPX, que possuem exigências de manutenção e certificação mais rígidas e rigorosas, tornando extremante segura a atividade.

Acesse o link na página da ANAC:

http://www.anac.gov.br/assuntos/passageiros/taxi-aereo-1/taxi-aereo

Visite a campanha:

http://www.transportes.gov.br/component/content/article/108-paginas-tematicas-aviacao/7249-campanha-taxi-aereo.html

O perfil da frota brasileira de helicópteros

O perfil da frota brasileira de helicópteros

No Brasil, o registro de aeronaves civis fica a cargo da ANAC, que utiliza como base o RBHA 47 – Funcionamento e Atividades do Sistema de Registro Aeronáutico Brasileiro, que, além das regras acerca do registro, trata sobre a divisão das aeronaves em públicas e privadas e dá outras providências.

Sobre as aeronaves privadas, a divisão ficou estabelecida da seguinte forma:

Administração Indireta Federal (AIF) / Administração Indireta Estadual (AIE);
Administração Indireta Municipal (AIM) / Administração Indireta do Distrito Federal (AID).

As aeronaves abaixo representam a maior parte da frota brasileira:

Serviço Aéreo Especializado (SAE);

Serviço de Transporte Aéreo Público Regular Doméstico ou Internacional (TPR);

Serviço de Transporte Aéreo Público Não-Regular, Doméstico ou Internacional (TPN);

Serviço de Transporte Público Não-Regular – Táxi Aéreo (TPX);

Serviços Aéreos Privados (TPP);

Instrução (PRI);

Experimental (PET).

A Frota do Brasil

De acordo com a base de dados do RAB (Registro Aeronáutico Brasileiro), o Brasil possuía até Novembro de 2015 28.092 aeronaves matriculadas, sendo desse total 2.526 helicópteros — cerca de 9% do total.

Isso não quer dizer que todas essas aeronaves estão em condições de voar — a estimativa é de que apenas 60% desse total (16.855) estejam aptas a realizar voos. Para os helicópteros, a média é um pouco mais alta, cerca de 65% das aeronaves matriculadas estão em condições de voo. Isso acontece porque algumas aeronaves estão com a manutenção anual fora da validade, outras sofreram acidentes e estão paradas nos hangares ou estão passando por algum processo de investigação ou por algum processo jurídico que necessite o sequestro da aeronave. Outras aeronaves estão devendo valores para INFRAERO ou DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro), o que as impede de decolar dos aeroportos administrados pela INFRAERO e também de realizar planos de voo.

Fonte: http://www.rottaativa.com/infografico-frota-brasileira-de-helicopteros/#more

Combustível de aviação no Brasil é 40% mais caro

Custos

Diferença do cobrado no resto do mundo encarece operação.

Segundo estudo feito pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), o combustível que abastece os aviões no Brasil é um dos mais caros do mundo, chegando ao patamar de 40% acima da média. De acordo com a entidade, esse fator afeta a operação de voos domésticos, consequentemente aumentando as tarifas pagas pelo consumidor final.

“As empresas repassam essa despesa para as tarifas”, afirmou o consultor técnico da Abear, Maurício Emboaba. De acordo com o ele, 30% da composição dos preços são direcionados aos custos operacionais, como pessoal e combustível. O querosene, nesta conta, representa 12%. “Coma alta do dólar, será inevitável transferir esse aumento para os bilhetes”, comentou.

Segundo a entidade, nos últimos dois anos, o preço do combustível apresentou alta de 82%. Em média, o litro do querosene vendido pelas refinarias brasileiras chega a R$ 3,30. Por outro lado, de acordo com relatório da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA, na sigla em inglês), o valor nos demais países da América Latina é bem abaixo do praticado no País, chegando a R$ 2,29 por litro.

Política de preços

A precificação aplicada no Brasil segue o modelo de importação implementado há 20 anos pela Petrobrás, quando, segundo Emboaba, o País produzia metade do petróleo consumido. Em nota, a Petrobrás informou que “sua política de preços para o querosene de aviação vendido às companhias distribuidoras reflete as variações do mercado internacional e taxa de câmbio”.

“Destaca-se que o querosene de aviação, assim como os demais derivados de petróleo, é uma commoditie e, portanto, sua precificação deve obedecer à lógica aplicável a produtos desta natureza quando comercializado sem economias abertas, acompanhando os preços do mercado internacional”, disse outro trecho da declaração.

Entraves

Fabrício Morini, piloto de avião e idealizador da MoriniAir, uma startup de escola de voo, listou quatro pilares prejudiciais a prática de preço aplicada no combustível da aviação: imposto, infraestrutura, prática de comercialização e falta de políticas específicas voltadas para o assunto. “A prática que a Petrobrás adota para comercializar o combustível é, na verdade, a mesma para qualquer outro tipo de veículo”. O avião consome de 4 a 5 litros por segundo, enquanto o carro pode percorrer 15 km com um litro. “Há, claramente, um problema de política de preço que ninguém parece ser capaz de resolver”, justificou. Morini também apontou a falta de competitividade nas distribuidoras de combustível. “Há uma fatia do mercado pertencente à British Petroleum e a Shell, mas, no final, a Petrobrás faz as regras do jogo”. “Se eles decidirem parar de trabalhar, ninguém mais voa e o País entra em colapso”, disse. O comandante e dono da empresa de táxi aéreo Helimarte e presidente da Associação Brasileira de Táxi Aéreo (Abtaer), Jorge Bitar, afirma que esta alta nos combustíveis pesa demais para eles por ser um dos insumos que mais consomem. “Para se ter uma ideia, um helicóptero gasta quase 200 litros de querosene por hora”, contou. De acordo com Bitar, o preço do combustível de aviação é tabelado de acordo com o dólar, preço do petróleo e na inflação do País.

Segundo associação de aéreas, nos últimos dois anos preço do combustível teve alta de 82%.

Publicado por: AMANDA SILVA – A TARDE SP

Saiba identificar o táxi-aéreo clandestino

  • Como funciona?

Pode ser feito tanto por empresas quanto por pessoas físicas. Algumas empresas possuem registro na Anac para realizar apenas voos panorâmicos ou de fotografia, mas não de transporte remunerado de pessoas, e acabam usando as aeronaves para voos curtos de transporte de pessoas, o que é ilegal.

Outras entidades se apresentam como “intermediadoras de voos”, mas, na verdade, contratam aeronaves não registradas para transporte de pessoas e pilotos terceirizados para fazer a atividade.

Em outros casos, ainda, proprietários de aeronaves cedem a mesma para os pilotos fazerem voos de táxi-aéreo, como pagamento por horas de trabalho. A cessão da aeronave para voos serve para o proprietário minimizar os custos de hangar, manutenção e do tempo que a aeronave fica parada em solo. É comum, em aeroclubes ou em agências, procurar-se por “taqueiros”, ou seja, pessoas que fazem ou intermediam táxi-aéreo clandestino.

  • Qual a diferença para uma empresa regular?

As empresas regulares de transporte aéreo de pessoas são checadas pela Anac e precisam seguir uma série de requisitos para serem autorizadas a prestar o serviço, como contratação de seguro sobre os passageiros, profissionais de segurança, manutenção e controle operacional, o que encarece o voo. A empresa dona da aeronave também precisa ter sede no Brasil e ter a direção confiada exclusivamente a brasileiros.

As empresas que atuam na ilegalidade, porém, podem estar envolvidas com uma série de problemas, como sonegação fiscal, precarização de mão de obra de tripulantes, que muitas vezes não são registrados, desrespeito à jornada de trabalho, baixo padrão de segurança de voo e manutenção duvidosa da aeronave.

  • Como identificar uma aeronave autorizada?
  1. As aeronaves homologadas para realizar este serviço devem ter um adesivo, normalmente próximo à porta ou em local bem visível, de preferência em preto, escrito “táxi-aéreo”;
  2. Podem ser usadas aeronaves com capacidade de até 30 assentos, sendo que horário, local de partida, destino e preço são negociados com o usuário ou representante;
  3. O consumidor pode ter mais informações sobre o que as empresas legais precisam seguir para fazer o serviço no site da Anac;
  4. Todo consumidor, antes de contratar o serviço, pode pesquisar o prefixo da aeronave no site da Anac;
  5. O consumidor também deve pesquisar se a empresa que presta o serviço tem autorização para isso.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/saiba-como-contratar-um-voo-sem-risco-de-ser-taxi-aereo-clandestino.ghtml

Como artistas e influencers alavancaram a aviação clandestina no Brasil

Com sites maquiados, serviços de caixa dois e falta de regulamentação, os táxis aéreos piratas oferecem um serviço 30% mais barato para sua rica clientela.

 

Você já deve ter visto que, em meio à rotina suada, muitos artistas e empresários brasileiros recorrem a uma aeronave particular. O apresentador Luciano Huck, que pegou uma ajudinha do BNDES, é um deles; o cantor Gusttavo Lima, que juntou grana de shows para realizar o sonho do seu jatinho próprio, é outro. Mas, como sabemos, nem todos conseguem desembolsar 40 milhões de reais para adquirir uma belezinha aérea. Para a grande maioria dessa galera que é milionária-mas-nem-tanto, a saída para viajar rápido e sair bem na foto do Insta é alugar uma nave para viagens pontuais. E, de preferência, uma locação que seja mais barata: uma clandestina.

Para ser mais preciso, os táxis aéreos piratas dominam 70% do mercado segundopesquisa recente da ABTAer (Associação Brasileira de Táxi-Aéreo). Por não ter autenticação do governo, essas empresas fora-da-lei não cumprem com asregulamentações obrigatórias e oferecem viagens por preços bem inferiores aos das companhias sérias. Interessados na melhor oferta, seus clientes vêm de todos os cantos do Brasil: são bandas, cantores sertanejos, socialites, startupeiros, modelos e influencers que precisam de transporte aéreo descomplicado.

Para se ter uma ideia, hoje existem apenas 120 empresas regularizadas e especializadas no transporte aéreo privado para atender o público de maior poder aquisitivo no Brasil. (Poucos anos atrás, eram 300.) Todas são autenticadas a partir das regras da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), que exige exames periódicos da tripulação como relatórios e análises envolvendo o rendimento no trabalho, indicações do nível de sobriedade toxicológica e 60 manuais de conduta diferentes.

Cumprir essas exigências têm alto custo, claro. Estima-se que até 20% das despesas totais de empresa de transporte privada se dão com a demanda burocrática que o governo exige para reiterar a segurança do transporte de aviões, jatos e helicópteros. Isso explica, em parte, por que o número de companhias legais caiu quase pela metade em poucos anos. Muitos donos delas perderam grana com burocracia enquanto empresas piratas cresciam na surdina.

“Os donos de serviço clandestino conseguem cobrar 20 a 30% mais barato do que as empresas licenciadas”

 

A ascensão das companhias de táxi aéreo clandestino, dizem pessoas do setor, começou poucos depois de 2008. Nessa época, com a onda da baixa do dólar, a classe A viu uma chance para adquirir seu helicóptero modelo Robinson 44 e contratar um piloto profissional para fazer possível suas viagens de última hora para qualquer lugar. Depois que a boa onda econômica passou, em 2013, as mesmas pessoas começaram a alugar suas naves para aliviar o próprio custo, já que não é uma coisa barata de manter.

“Por ser uma aeronave privada e não precisar das exigências que a ANAC exige para os táxis aéreos comerciais, os donos conseguem cobrar 20 a 30% mais barato do que as empresas licenciadas”, afirma Jorge Bitter, da Associação Brasileira de Táxi Aéreo, ao Motherboard.

O dia em que Marília Mendonça e Anitta pegaram um táxi aéreo clandestino

Hoje é permitido um dono de nave emprestá-la pra um amigo sem custo nenhum. O problema é quando uma pessoa tem a licença particular e acaba custeando o aluguel. E como é difícil diferenciar uma coisa da outra, a fiscalização não é das mais simples.

Segundo Jesivaldo Santos, representante da ANAC, por muitas vezes as empresas clandestinas dão um toque no cliente para falar aos fiscais que a viagem é gratuita e só pegou emprestado de um amigo. “Se a ANAC não estiver como provar o contrário, a autuação não é possível”, conta.

As empresas clandestinas também não emitem nota fiscal, sonegam imposto e consequentemente praticam caixa dois por realizar uma transferência simples ao piloto ou dono da aeronave. Essas contratações são feitas de maneira informal, por indicação ou até via sites maquiados que se passam por assessorias especializadas em aeronáutica.

Quem as contrata são as produtoras de artistas ou assessores de empresários. Elas fazem a ponte entre a figura pública e o serviço. Muita gente famosa como Gusttavo Lima (antes de comprar sua própria) e Maiara e Maraísa já foram flagrados dentro desses táxis aéreos clandestinos e tiveram que prestar depoimentos para as autoridades.

O dia em que Marília Mendonça foi pega em um desses aviões não foi diferente. O jatinho que transportava a cantora para Jundiaí foi parado pela ANAC em maio deste ano. Ela e toda sua equipe tiveram que prestar depoimento para os agentes. O avião em questão está matriculado e pertence à empresa Central Veredas de Agronegócios S.A, localizada em Indianópolis em São Paulo e que comercializa produtos para agricultura e pecuária. Um clássico caso de táxi aéreo clandestino pego pela fiscalização.

A ANAC não esconde que aproveita a agenda já pré-estabelecida desses artistas para preparar com antecedência as fiscalizações e conseguir sucesso na operação. Algo similar ocorreu com a cantora Anitta em uma viagem mais recente mês passado, quando a produtora contratou um avião pertencente a uma empresa imobiliária da Barra da Tijuca com a razão social de Fato Gestora de Negócios LTDA.

Os serviços piratas autuados ficaram suspensos até o fim das investigações. A cassação da licença do piloto e o bloqueio do uso da nave acontecem apenas em casos reincidentes.

Tentativa de driblar a clandestinidade

Diante da perda de espaço, as empresas licenciadas de táxi aéreo comercial pensam ter achado uma solução: um serviço de sistema compartilhado voltado para o público de classe alta.

Segundo Paul Malicki, da Flapper, uma das startups de serviço de táxi aéreo compartilhado, a ambição da empresa é democratizar 2,67 milhões de cidadãos que têm o poder aquisitivo para primeira classe para ter acesso a esse tipo de serviço.

Os serviços, diz Malicki, são simples e feitos por meio de um aplicativo. Em questão de segundos o app te manda a conta e reserva um assento em um jatinho de alta classe ou um helicóptero moderno para dar um rolê e driblar o trânsito na cidade.

A aposta é tão grande quanto os investimentos. A Luciana Sales, SEO da Sales Serviços Aéreos, contou ao Motherboard que cada vez mais quer oferecer uma experiência diferente e exclusiva para os clientes. “Fizemos um investimento de R$ 10 milhões em nosso hangar para ampliar a operação e crescer 30% neste ano”, ressalta a empresária.

Segundo a empresa, a demanda aumentou em torno de 45% após as interdições e operações da ANAC. Mesmo sendo quase impossível de encontrar as empresas clandestinas, a alternativa do mercado regular foi achar um outro público, também com dinheiro no bolso.

Agora, quem sabe, os ricos poderão voar em paz e sem se preocupar com um agente de fiscalização atrasando sua viagem.

fonte: https://www.vice.com/pt_br/article/bjb358/como-artistas-e-influencers-alavancaram-a-aviacao-clandestina-no-brasil

Sete a cada 10 voos de táxi aéreo são feitos por “companhias piratas”

São Paulo, por exemplo, possui a segunda maior frota de helicópteros do mundo, perdendo apenas para Nova York, nos Estados Unidos

Um número alarmante está chamando a atenção. Quem olha para os céus no Brasil nem imagina que sete a cada 10 voos de Táxi Aéreo são feitos por chamadas “companhias piratas”. O índice assusta agentes deste ramo de atividade e usuários do transporte.

São Paulo, por exemplo, possui a segunda maior frota de helicópteros do mundo, perdendo apenas para Nova York, nos Estados Unidos. Um montante bastante expressivo, dentro de uma área que cresce de forma robusta apesar da turbulência recente devido a recessão.

O esquema funciona da seguinte forma: proprietários de aeronaves particulares, mancomunados com pilotos, realizam fretamentos, o que é uma prática ilegal, tudo isto para que elas não fiquem ociosas.

O presidente da Associação Brasileira de Táxi Aéreo apontou que apesar da Agência Nacional de Aviação Civil fazer um trabalho de inteligência, o país assiste a uma concorrência desleal e que leva à insegurança.

O professor de Aviação Civil, Valter de Assis Mirota Filho, alertou para o fato de que as empresas de Táxi Aéreo passam por inspeções rotineiras e até mesmo de surpresa, o que não ocorre no mercado informal. Ele enfatizou ainda que na porta da aeronave, seja um avião ou helicóptero, deve constar a palavra Táxi Aéreo.

Até famosos não escapam. Recentemente, segundo a entidade, a cantora Anitta foi flagrada dentro de uma aeronave clandestina.

 

Na visão de Bittar o panorama só será revertido se houver um aperto na legislação do setor através da criminalização.

Enquanto as regras não se tornam mais rigorosas com o negócio paralelo, resta aos clientes ficarem mais do que atentos para não cair em arapucas.


*Informações do repórter Daniel Lian

 

fonte: https://jovempan.uol.com.br/programas/jornal-da-manha/sete-a-cada-10-voos-de-taxi-aereo-sao-feitos-por-companhias-piratas.html

A cada 10 aeronaves, 7 prestam serviço “pirata”

O número é assustador. Sabe essa aeronave passando por cima da sua cabeça neste exato momento? Há 70% de chances de ela estar prestando um serviço de táxi aéreo de forma irregular.

O número é da Associação Brasileira de Táxi Aéreo (Abtaer) e essa realidade foi colocada sob os holofotes depois que a cantora Anitta foi flagrada utilizando um serviço de fretamento aéreo irregular no último sábado (21). Mas como não seguir o exemplo da cantora pop e assegurar o uso de uma aeronave que esteja operando licitamente? E, principalmente, como o mercado de táxi aéreo deixou o número de “piratas” chegar a 70%?

“Passamos por uma fase boa da economia entre 2008 e 2014 e tinha cliente para todo mundo. O setor de táxi aéreo cresceu e o transporte aéreo clandestino também, tinha demanda. Quando o país entrou em recessão, o dinheiro sumiu e as pessoas começaram a procurar coisas mais baratas”, explica Jorge Bittar, presidente da Abtaer e fundador da Helimarte Táxi Aéreo.

Nesse contexto, diversas aeronaves que foram compradas para uso particular começaram a oferecer fretamentos. “A ANAC [Agência Nacional de Aviação Civil, órgão regulador do setor] não tem como fiscalizar isso. A ideia nem sempre surge do proprietário. Às vezes é uma sugestão do piloto, por pura falta de fiscalização”, completa Bittar. Ele explica que os custos de manutenção de uma aeronave são altos e proprietários ou pilotos acabam ganhando um dinheiro extra ao oferecer essa opção irregular de transporte.

Três roteiros luxuosos que incluem jatos particulares

Uma empresa de táxi aéreo, homologada pela ANAC, tem obrigações que proprietários de aeronaves particulares não têm, especialmente por conta da segurança. Eduardo Vaz, presidente da Líder Aviação, enumera quase uma dezena de responsabilidades que sua empresa tem. “Nós somos obrigados, por exemplo, a fazer simulação de voo com pilotos e copilotos uma vez por ano. Isso pode custar de US$ 20 mil a US$ 40 mil por pessoa a cada 12 meses. Além disso, temos de ter uma escala de tripulantes verificada pela ANAC, com regras impostas pela legislação como número máximo de horas de voo por dia, intervalo entre eles, folgas regulamentadas para os pilotos. Temos obrigação também de fazer testes toxicológicos na tripulação periodicamente. Na empresa, tem toda a questão hierárquica. Então, cada modelo de aeronave tem uma chefia específica. Para completar, tem uma margem de segurança imposta por lei. Quando perguntam se uma aeronave nossa opera em uma pista curta, nosso cálculo tem de levar em consideração 60% do comprimento. Isso faz com que a gente não possa pousar e decolar de qualquer lugar. Para finalizar, a questão dos seguros. Aqui na Líder, temos seguros de até US$ 500 milhões”, enumera o executivo.

Em toda questão ética, há as duas pontas. Se existem aeronaves irregulares, existem pessoas que compram esses serviços. Bittar fala sobre como a fiscalização da ANAC acaba não detectando esse tipo de serviço clandestino: “Muitos passageiros são coniventes. O piloto combina: ‘Se chegarmos ao destino e formos abordados, diga que o voo é gratuito, que foi cedido’”. Com esse jeitinho, a ANAC não tem como atestar se um serviço foi feito de maneira irregular. Nada impede de o dono ou o piloto levar um passageiro “de graça”, como é dito nesses casos de fiscalização. Vaz complementa: “Acho que assim como não dá para dizer que não pagou imposto de renda porque não sabia que precisava, nos dias de hoje não dá para dizer que pegou uma aeronave irregular sem saber. As informações estão todas online”.

Não é possível afirmar que eram casos de serviço irregular, mas em pelo menos dois acidentes fatais envolvendo famosos no Brasil a aeronave utilizada era de uso estritamente particular. Em 13 de agosto de 2014, o ex-governador de Pernambuco e então candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos, morreu depois que a aeronave em que estava caiu em Santos, litoral paulista, enquanto ia do Rio de Janeiro ao Guarujá. Já em 19 de janeiro de 2017, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki foi vítima da queda da aeronave da qual era passageiro em Paraty, litoral fluminense. “Isso não quer dizer que esses aviões não tinham manutenção e nem que estavam agindo como ‘piratas’, mas é um alerta. No caso do ministro Teori, por exemplo, a aeronave em que ele estava [Hawker Beechcraft King Air C90] tinha homologação para apenas um piloto. Se estivesse operando como um táxi aéreo, seria obrigada a voar com dois, um piloto e um copiloto. No acidente, o piloto, sozinho, ficou responsável por observar os instrumentos e verificar o ambiente externo para o pouso em Paraty, com tempo ruim”, explica Vaz.

Reunimos com os dois especialistas algumas dicas para saber se o serviço que você está contratando é legal ou não. Veja na galeria de fotos a seguir:

RAB Online

Se colocar o termo “RAB Online” na pesquisa do Google, você terá acesso ao Registro Aeronáutico Brasileiro. Nele, com o prefixo da aeronave contratada, é possível consultar o dono e o operador responsável pelo equipamento – que deve ser uma empresa de táxi aéreo homologada pela ANAC. No mesmo site, você faz essas duas pesquisas. O prefixo da aeronave deve ser pedido no momento do orçamento, preferencialmente por e-mail, e o contratante não tem obrigação de entrar em uma aeronave com prefixo diferente do apresentado na proposta. Os prefixos se dividem em TPX (aeronaves próprias para o serviço de táxi aéreo) e TPP (de operação privada, não podem ser utilizadas como táxi aéreo).

Via apps

Hoje, diversos aplicativos oferecem fretamento aéreo. O procedimento é o mesmo da dica anterior: obter o prefixo da aeronave no momento da contratação e pesquisar no RAB Online. Caso tenha dificuldade nessa pesquisa, a Abtaer se coloca à disposição para ajudar, por telefone ou e-mail, nos contatos que estão no site http://abtaer.org.br.

Cuidado também com o pós

A nota fiscal deve conter o prefixo e o trecho detalhado.

No contato visual com a aeronave

Diferente de um táxi comum, não é possível identificar, no contato visual, se uma aeronave é um táxi aéreo ou um equipamento particular prestando o serviço de forma irregular. Mas preste atenção aos detalhes: a ANAC obriga os prestadores de serviço a colocarem o termo “táxi aéreo” ao lado da porta de entrada da aeronave.

Número de tripulantes

Uma empresa homologada para o serviço de táxi aéreo é obrigada a destacar uma tripulação de três, quatro pessoas por aeronave, dependendo do tipo do equipamento contratado. Se na aeronave contratada houver apenas o piloto, é pirata!

Compra direta com empresas de táxi aéreo

A compra com um intermediário (site, aplicativo etc) não é ilegal, mas nem sempre ele vai informá-lo de qual empresa está sublocando a aeronave e qual o seu prefixo. A compra feita diretamente com empresas homologadas pela ANAC garante as informações e mais segurança para o voo.

 

fonte: https://forbes.uol.com.br/colunas/2018/07/a-cada-10-aeronaves-7-prestam-servico-pirata/

Helimarte participa da Expomarte 2018